sábado, 31 de outubro de 2009

Just a thought

Sometimes
It's the way you say, or (mostly) how you don't say
But what bothers me is the thought (or lack of it) behind

domingo, 25 de outubro de 2009

Hora extra

Horas extras... tantas dedicadas a patient care, gratuitamente.
Porquê? Sentido de dever? Juramento hipocrático?
Não sei bem porque o faço. Sei que não consigo deixar de fazer.
Até talvez que valores mais altos se levantem. (Ou, que eu não me levante).
Uma hora extra sabe bem. Ai, sabe (soube!) tão bem!

"M., passaste o dia todo a dormir, não achas que isso é demais?"
Não, meu lindo. Eu mereço.

Tal como um duche de 40min, dormir é mais que uma rotina ou necessidade básica. Há alturas em que se transforma em prazer. E é indescritível...

E há sempre mais uma desculpa.
Agora que o quarto está arrumado, e os papeis furados, e os dossiers com separadores coloridos, e a correspondência tratada, a roupa lavada, e passada e os buraquinhos de há quase um ano cozidos, o frigorifico recheado, o guarda-chuva do meu amigo arranjado depois de várias manobras de bricolage, os sapatos e o roupeiro organizado...

Não, não vou hibernar! vou estudar!
Isto, se não conseguir mais nenhuma desculpa.

Talvez faça umas pausas. Para ir comer ostras frequinhas ali ao lado, ou um shot de erva! (que vale for 3 dias de legumes saudáveis, assim o dizem); eu fiquei-me pelo sumo de acerola!
Dentro do frigorífico esperam-me umas amoras britânicas (não do Gerês) e em cima deste figos da Turquia (não do Algarve).
O que é nacional é sempre melhor mas aqui é como ter o mundo num só lugar: a comida e as gentes!

Bom "dia grande"!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

British Summer

Ontem decretei que era Inverno.

Talvez pelo céu nublado e ligeiros chuviscos, ou o frio que se fez sentir no dia anterior.
Talvez por estar cansada e ser noite antes de ter jantado ou até chegado a casa.
Talvez porque as luzes vermelhas dos carros contrastavam com o cinzento escuro do ceu nublado.

Talvez ainda porque o trabalho, o estudo, as reponsabilidades estão de volta (não que alguma tenham desaparecido!).

Não sei exactamente porquê. Mas a verdade é que ontem era Inverno.

Não tivesse sido eu tão apressada a decretar tão importante evento - hoje foi Verão!
Com direito até à nobre experiência do lusco fusco sobre o rio.


Mas afinal tudo não passa de um
British Summer!


P.S. a avaliar pelo número de comentários sobre o tempo, não posso deixar de concondar que... cada vez estou mais British

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Onde está o amor?

Não é de longe o meu autor preferido, mas gostei!


ELOGIO AO AMOR PURO - Por Miguel Esteves Cardoso


Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de
verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem
uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.

Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque
se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais
barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e
das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de
antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O
amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se
sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor
transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se
uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem
de verdade, ficam"praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor
doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de
compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão
embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um
gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de
telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem",
tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides,
borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se
apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a
tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um
cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é
uma coisa, a vida é outra.

O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o
intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da
tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".

Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos
casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance,
gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja.
Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor.
É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é
para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes.
Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é
para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um
bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor
puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor
puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O
amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente.
O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe,
não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é
necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o
que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor
é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o
coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por
muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se
nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama,
não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para
perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e
não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas
mais acompanhado de quem vive feliz.

Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor
não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Só porque ficava mal

... não ter um post neste mês que eu adoro.


O motivo da ausência facilmente se adivinha.



Até breve!

terça-feira, 30 de junho de 2009

House of Lords

Numa das noites mais quentes do ano...

Debate na House of Lords sobre EWTD, taxas de div'orcio e abuso de alcool e drogas pela classe m'edica

"I'm sure we would all fancy a nap now... but it would be too dangerous"

sábado, 27 de junho de 2009

3 am

City center

Em Camden Punks, Rastas e outros (de denominação mais difícil) terminam a noite. Nem todos na verdade... Mihma prepara-se para uma gravação nos estudios já ali o lado.
Há quem tenha terminado a noite depois de um concerto fantástico de DMB ou quem inicie em Bank usando um piano de rua. Há ainda aqueles que se preparam para partir de vez e outros que estão a chegar À metropolis...

Mas é ao regresso a casa nestes london design red shoes que me apercebo da sorte que tenho.

E o dia começa a nascer do lado de lá da ponte, que atravesso com um sorriso nos lábios.

"It´s London, you know?" "I love your shoes".

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Latitude, Longitude e o Sol!

Lisbon, Portugal 38 44 N 9 9 W 5:00 p.m.
Liverpool, England 53 25 N 3 0 W 5:00 p.m.
London, England 51 32 N 0 5 W 5:00 p.m.

Está um sol enorme lá fora

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Aqui

também há noites quentes.

Daquelas em que só apetece estar na rua de blusa de alcinhas.
Não há mar, ou ribeira, mas há canal!

E há companhias agradáveis com que apetece estar, e continuar...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Cerejas


Se por um lado vejo publicitada a Festa da Cereja no Fundão (obrigado M. pelo Fugas), por outro não consigo esconder a indignação de 26 (sim, contei-as uma a uma!) cerejas a £4.69 no meu Marks&Spencer...

Aqui fica para deliciar os sentidos

sábado, 23 de maio de 2009

Terminologia

Aulas de inglês? Cambridge Course? Inglês para médicos? Raízes gregas e latinas? Infindáveis horas a ler livros/jornais/revistas médicas escritos em inglês?

Na...




Assim se aprende terminologia médica!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Ronnie

Não sei se foi a senhora de vermelho (aka lady in red), ou o senhor de boina e calças brancas (tinha suspensórios?), ou talvez a senhora do anel de brilhantes sobre as luvas.

Talvez os bancos desconfortáveis e o atraso no serviço...

Ou o sabor de um cocktail acabado de fazer, servido em copo próprio!

O casal colorido africano ou o cinzento britânico.

Eu apostava na alcatifa que impedia uns bons passos de dança!
Quiça pela música?!

Por um motivo ou por outro, tenho de lá voltar!


Ronnie Scott´s