sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Verão


Noites quentes, de lua cheia a ver o mar e dormir na praia.

Sons suaves na rádio.

A janela aberta para o infinito e o sossego da cidade.

Retomar desenhos a carvão. Camisinhas de dormir; o amarelo na pele morena.

Cabelos molhados que escorrem pingas pelas costas, e tocam a região sagrada.

O som das cigarras do lado de lá da janela. A cama de baloiço a ver o mar.

Tops e camisolas de alcinhas.

Peixe assado para o almoço, batata com oregãos e salada de tomate. Pimentos assados.

Areia nos locais mais inesperados!

Rir e correr na praia. Perder o bikini na rebentação das ondas e mergulhar...

Martini bianco, com 2 pedras de gelo por favor. Em copo próprio.

Marisco, e concertos de Verão. Festas na praia e festas de verão.

Cerejas! figos! damascos! melancia!

A Joana de psicologia. As amizades de verão.

As viagens. Caracóis definidos esvoaçando.


É tão bom. Sabe tão bem... porque dura tão pouco?

Saudades dos verões de 3 meses...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Uma questão de perspectiva

Tantas vezes que reflecti sobre a vida, nunca consegui chegar tão longe como a perpectiva que a seguir vos apresento!

Enjoy!


Next Life by Woody Allen

Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente.
Começar morto para despachar logo esse assunto.
Depois acordar num lar de idosos e
sentir-me melhor a cada dia que passa.
Ser expulso porque estou demasiado saudável,
ir receber a pensão e começar a trabalhar,
receber logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para gozar a reforma.
Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo,
e depois estar pronto para o liceu.
Em seguida a primária, fica-se criança e brinca-se.
Não temos responsabilidades e ficamos um bebé até nascermos.
Por fim, passamos 9 meses a flutuar num spa de luxo
com aquecimento central, serviço de quartos à descrição
e um quarto maior de dia para dia
e depois Violá! Acaba como um orgasmo!
I rest my case.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Leituras

Hoje terminou a Feira do Livro de Lisboa.
Creio que foi a primeira vez nos últimos anos que não fui a uma feira do Livro.
Porquê?
Não sei.
Nos últimos anos também tenho andado a coleccionar livros. Mesmo sabendo que a "pilha de livros por ler" na minha "estante"* já é considerável, não resisto a comprar mais um, esse sim que acho que vou realmente ler em breve, em um qualquer evento, feira ou livraria.
A estes somam-se os de bookcrossing, os emprestados, os "emprestadados", os oferecidos e os... técnicos!
Para as minhas leituras em muito contribuem os jornais e revistas em atraso.
Na piscina do topo do prédio, lugar que estreei este fim-de-semana, partilhei o soalho quente e a vista sobre o verde do aeroporto com outros seres: torrados, maquilhados e leitores assíduos de VIP e Caras.
Antes que pudesse elaborar qualquer tipo de conjectura, olhei para mim. Que tristeza... lia um jornal com dois dias, e, no chão, a Visão e a Pública (esta também com quase uma semana) que não cheguei a ler.

Preciso mudar de hábitos!



*para quem conhece o meu actual poiso, percebe porque tenho "estante" entre aspas

sexta-feira, 13 de junho de 2008

2 milhões de anos de Economia

No dia em que terminei "2 milhões de anos de Economia" de J. César das Neves*,

fico com o depósito de combustível do carro na reserva,
o que me leva a várias incursões por estações de serviço,
que resultaram na mesma informação transmitida por várias formas, "Esgotado"!

e,

não há alface no supermercado para o meu almoço!


Nese dia Portugal jogou, e o país parou. "O Euro chegou, a crise vai ter de esperar" escrevia-se num título do Público.

Irlanda rejeitou o Tratado de Lisboa. Agora espera-nos o desconhecido.



Crise de combustíveis e crise alimentar no séc XXI?
Que nos reservam os próximos milhões de anos?




*livro sinóptico que recomendo a qualquer leigo em Economia. "(...) permite eliminar muitas confusões comuns, porque a principal maldição da economia é a ignorância do óbvio."

terça-feira, 3 de junho de 2008

Música

Incrível como consegue tranformar um momento.
Incrível como se apodera da nossa mente.

Música preferida: aquela que me lembra um momento, um lugar, uma pessoa...

Música que nos faz viajar. No mundo interior e no mundo exterior.

Criatividade para cômpor. Criatividade para modificar.

Música que me faz querer dançar. Sozinha. Acompanhada.

Aquela que faz sorrir... e aquela que faz chorar.

A que me dá força para viver e para querer esquecer.

A que me arrepia até ao tutano. A que me acalma. A que me consola.

A que me entende. Não importa o assunto, a língua, o estilo.

A que gosto de partilhar e a que guardo só para mim.

Os momentos mais íntimos. A histeria colectiva!

Contrastes. O meu primeiro festival aos 15 anos. Os concertos da Gulbenkian. Vibrar num concerto à chuva e adormecer noutro de pé. As serenatas da residência. A queima. O pó dos recintos. O luxo de boas salas de espectáculo. O prazer de receber no mail a composição de um amigo. O prazer de ouvir um solo de outro amigo. O prazer de ter no dia de aniversário duas amigas a dedicarem uma canção. Chorar de alegria e chorar de tristeza.

Que bom poder sentir tanto.

Partilho convosco (e com direito a entrada já ali ao lado) a criatividade de um amigo. Parabéns N.!
http://www.myspace.com/funkyboyone

Partilho ainda a selecção, de covers e remixes, que me vêm acompanhando numa base quase diária (também com entrada ali ao lado). Adorei o #100 (cover e mix!) Gostei F.! Fico a aguardar pelo #1000
http://www.coveremix.blogspot.com/

O mundo ao contrário II

Tenho um amigo que está neste momento em Berlim de chinelo e t-Shirt, numa esplanada nocturna, a uns míseros 31ºC!!!

Como hei-de dizer isto...
... no comments!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Your mind is green




Of all the mind types, yours has the most balance.
You are able to see all sides to most problems and are a good problem solver.
You need time to work out your thoughts, but you don't get stuck in bad thinking patterns.

You tend to spend a lot of time thinking about the future, philosophy, and relationships (both personal and intellectual).


What color is your mind?


Isto há testes para tudo!



Às vezes quase num gesto de acefalia, seguimo-los e no final... ficamos a pensar no assunto, à medida que a massa cinzenta se volta a acomodar no espaço que é seu

domingo, 25 de maio de 2008

Alentejo

Foi na companhia de Jazz e Mariza, ao lado de um exímio condutor, num Smart descapotável pela nacional, que pude voltar a apreciar a paisagem alentejana.
Os montes amarelos, verdes, castanhos, lagos, o azul do céu e flores vermelhas debaixo de pinheiros. Hoje descobri quando e onde foram tiradas aquelas fotos que nos mostraram na viagem ao Alentejo de Dezembro.

A paragem da praxe no Canal Caveira, queijo tipo Serpa, o cheiro a enchidos, as sandes de pão alentejano, e os castiços sentados na mesa do café. Contraste com a típica estação de serviço.

Ao chegar a Lisboa, depois de passar a ponte pelos "buraquinhos", caracóis quase desfeitos pelo vento, ao pôr do sol, mais um retrato de contraste:

o Aqueduto das Águas Livres e um avião Easyjet no mesmo campo de visão.

Se os meus olhos fossem uma objectiva,

a minha mente um ecrã gigante,

e os meus neurónios um cartão de memória infinita...


segunda-feira, 12 de maio de 2008

A música da noite



Que eu nunca tinha ouvido...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Dia da Europa




Presidente da República promulgou ratificação do Tratado de Lisboa.

A 09 de Maio celebra-se o Dia da Europa em toda a União Europeia (UE) por ter sido nesta data, em 1950, que o então ministro dos Negócios Estrangeiros francês Robert Schuman lançou o "embrião" do que viria a ser o processo de integração e unificação europeia.

domingo, 4 de maio de 2008

Poema à Mãe

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.

Tudo porque já não sou
o menino adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio do laranjal...

Mas - tu sabes - a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade

terça-feira, 22 de abril de 2008

O Reencontro

A visita de amigos é mais que um motivo de alegria, de reencontro, de troca de afectos, experiências... é também uma desculpa para se sair obrigatoriamente da rotina.

Não importa que já se esteja cansado ou que as condições não sejam as melhores.

O bom programa é feito de acasos e improvisos!



Uma noite de Bairro molhada. Uma despedida de solteiro.



Vinho alentejano, vinho do Douro, Porto, cerveja, água da torneira, sumo de laranja do Algarve e um Martini Bianco por abrir colocado no frigorífico...



Carne grelhada em casa, Ameijoas à Bulhão Pato, Bacalhau à Lagareiro, McDonnalds, Pastéis de Belém, Bacalhau à Brás congelado do Pingo Doce, gelado, tarte de maçã...



O Roteiro turístico já tantas vezes percorrido, em situações semelhantes, mas sempre com novas descobertas e reflexões.



"Tocaste no Oceano Atlântico?" "Não, ele é que me tocou."



E foi ali, junto ao Padrão dos Descobrimentos, ao som dos índios mexicanos que já conhecemos de outras paragens, atenta ao Mapa Mundo na caçada, tantas vezes fotografado, que parei para pensar.



Como se fosse a primeira vez que olhava para ele, fui percorrendo os locais e as datas, e imaginei-me naquela época.
A vitória em cada bocado de terra mais além que se descobria. A incerteza, a insegurança, a vitória, a derrota.
Que audazes, estes portugueses! Ousaram eles mudar a concepção de mundo que se tinha.
Afinal era possível chegar à Índia. Afinal havia a América.

Que aconteceu a estes audazes? Agora encurralados num rectângulo de terra que muitos julgam ser uma província de Espanha?



Está na altura de iniciar a Era dos Descobrimentos parte 2! Já não há terra para descobrir (ou haverá?)
Vamos descobrir algo mais grandioso - o Conhecimento!

Nada melhor para enriquecer o conhecimento, que uma boa dose de arte e música.

Primeiro, o Museu Berardo. Entre fotografia, pop-arte, surrealismo, minimalismo...
Destaco o quadro "O Reencontro" e desafio quem lá for a me deixar o seu comentário sobre o mesmo. Destaco ainda a escultura a quem ninguém ficará indiferente de dois corpos nus, tão expressivos, tão reais. Tanto esforço e dedicação investidos naquela obra, pensada ao pormenor, e umas perucas tão artificias?

E eram os Dias da Música.
"Aonde?"
"Sai, vira à esquerda, segue em frente e desce umas escadas, depois é à direita."
"Ah! Obrigado!"

"Onde vai tanta gente? Que haverá ali em cima?"
"Vamos também."

"Os bilhetes por favor?"
"Bilhetes?"
"Sim."
"Ah! É preciso bilhetes?!"
(Aceno de cabeça)
"E agora? Como faço?"
"Eu tenho 2 para oferecer, quer?"
"Sim!"

E foi assim, que dum momento para o outro, um desconhecido nos ofereceu 2 bilhetes para o Grande Auditório do CCB, e passámos uma noite diferente.

Obrigado!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Life is...


aspiration

respiration

expiration.




S. Dali